Terça-feira, 22 de março, comemora-se o Dia Mundial da Água. Reconhecida pela ONU como bem inestimável, condição essencial à vida e patrimônio do planeta, a água também recebe homenagem de um grupo de ciclismo que teima em oferecer sua pequena contribuição à cultura e reverência ao meio ambiente. Neste domingo, 20 de março, o APS sai do Parque da Jaqueira, às 8h, em direção ao centro de uma cidade cortada por rios e canais, cujas margens são ligadas por pontes refletidas, em luzes e cores, nas águas do Capibaribe. Águas sujas, é bem verdade, que acumulam lixo oriundo de diversas camadas sociais, mas se mantém fiel, pacientemente esperando que se lembrem dele. Por isso, antes de tudo, o Capibaribe é um forte, um bravo nordestino.

A do Limoeiro é a maior das pontes do Recife; a Doze de Setembro, que já foi giratória, hoje não é mais; as Buarque de Macedo e Maurício de Nassau, além da Seis de Março (mais conhecida como Ponte Velha e considerada uma das mais bonitas da cidade), são só algumas das pontes que estão no roteiro por simbolizarem o Recife e suas águas. A escolha, no entanto, nem de longe significa que outras pontes tenham menor importância, por se localizarem distantes do eixo central da cidade. Tem a Motocolombó (em cada sílaba, um "o"), a nova e a velha que ligam Cabanga/Pina, tem ponte só pra carro, tem ponte só pra gente, mas que moto (o motoqueiro, claro) insiste em passar, e tem até aquela ripa de madeira com dois metros de comprimento e cinco centímetros de largura que faz a maior diferença na hora de transpor um córrego qualquer.

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