Mostrando postagens com marcador Alto da Sé. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Alto da Sé. Mostrar todas as postagens

domingo, 6 de novembro de 2011

OLINDA

Vestida de artesanato e turismo

A iniciativa possibilita ver ver Olinda em toda sua plenitude

A Sé estava colorida e cheia de visitantes atraídos pelo mais novo ponto turístico de Olinda: o velho edifício da Caixa D'Água, de 1937, reformado e transformado em mirante e salão de obras de arte, que foi aberto ao público desde a semana passada. Oferecendo de quebra um elevador panorâmico para acesso ao terraço, de onde também se avistam bairros e praias do Recife, a primeira sede administrativa de Pernambuco recebeu 90 ciclistas do APS, nesse domingo 06 de novembro. Com sua costumeira descontração e busca por novidades, o grupo preferiu um trajeto diferente, deixando de lado o tradicional caminho beira mar. A troca permitiu uma pedalada de 28 quilômetros, mantendo assim a média domingueira. Novatos e reaparecidos, ao lado de veteranos, subiram e desceram ladeiras de Ouro Preto e enfrentaram o trânsito abusado da Perimetral e PE 15. A visão panorâmica, no entanto, no alto mais alto da Sé (rssssss), compensou o esforço.

Do alto do prédio, Tomaz filma a chegada do APS. O zoom da câmera é fera e valeu a ideia de mostrar os 360 graus de Olinda no http://www.youtube.com/user/tomazlemos

O mirante fica aberto ao público de segunda a segunda, das 9h às 17h. O período da tarde é mais concorrido e, mesmo assim, uma fila se formou nessa manhã de domingo, para que visitantes pudessem utilizar o elevador panorâmico. Grupos de apenas 20 pessoas se revezam lá em cima, de onde se tem a imagem de Olinda a 360 graus. O tempo de permanência também é curto, entre cinco a dez minutos, o suficiente para um Ohhhhhhhh (rsssssssss) de admiração e pedir ao vizinho pra "tirar uma foto aqui". Além do elevador panorâmico, pode-se subir pelas escadas, caminho obrigatório da descida - 123 degraus que cobrem os sete andares do edifício. Besteira, nem cansa! Cada pavimento reserva uma ampliação fotográfica de assuntos que remetem ao cotidiano olindense. Um belo texto do artista plástico Raul Córdula, dá uma ideia do que o novo "point" significa pra história olindense.

Projetada pelo arquiteto Luiz Nunes (1909/1937), a Caixa d'Água é toda em cobogós de cimento. A denominação "cobogó" vem do sobrenome dos engenheiros Amadeu Coimbra, Ernest Boeckmann e Antônio is, que criaram o tijolo vazado para
entrada de luz e ventilação


Nem todos foram ao mirante, mas nem por isso ficaram no "preju" do lazer. Aproveitaram pra descansar, dormir, sonhar e... roncar (rsssss), além de curtir a cervejinha gelada, o refri, o sanduba, a tapioca, a água de coco e o diversificado artesanato, cada dia melhor. Namorar também foi uma opção. Beijinho pra lá, beijinho pra, o APS tem um novo casal - ainda namoraaaaaando (rssss). Um brinde ao amor! O APS ficou cerca de uma hora na Sé. Voltou à Jaqueira passando pelo Convento de Sta. Tereza, Av. Agamenon Magalhães, Campo Grande, Rosarinho e enfim,... revigorados pela diversão... cada um pra sua casa.

Vá pelo blog, gente, que é viajado (rssssssss). Um dos mais ricos
artesanatos é o de Pernambuco. Num dá nem pra descrever sua variedade

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Uma vez Olinda, Olinda sempre

Revitalizada, a Sé está (O)linda. E agora de um ponto de vista diferente, um novo ângulo, ainda mais acima, de onde se tem uma visão de 360 graus do Sítio Histórico da cidade vizinha e também do Recife. Tudo graças ao programa de requalificação local que, dentre outras iniciativas, permitiu instalação e funcionamento de um elevador panorâmico no prédio da Caixa D'Água. Marco da arquitetura nacional, primeira construção moderna a utilizar cobogós, o antigo reservatório foi totalmente recuperado. Do terraço, você tem Olinda inteira pra abraçar. Luminárias, calçadas, mercado de artesanato, a paisagem mudou, embora moradores do entorno sintam-se excluídos das ações de saneamento, combate à violência e sofram com a iluminação inadequada.

A Caixa D'Água vai continuar abastecendo a população, mas deve atrair investimentos turísticos. O elevador panorâmico, que comporta oito pessoas por vez, dá acesso ao mirante através de uma passarela. Sua utilização é gratuita, por enquanto, mas uma taxa de manutenção já está prevista. Apenas vinte pessoas podem permanecer na cobertura, de cinco a dez minutos, para que outros visitantes possam subir e se deslumbrar com a privilegiada paisagem do Horto d'El Rei, o segundo mais antigo Jardim Botânico do Brasil. A descida é pelas escadas. São 123 degraus em cerca de sete andares, onde a artista plástica Amélia Couto expõe ampliações fotográficas. Vale conferir com o APS neste próximo domingo dia 6 de novembro, saída da Jaqueira, às 8h.

Capacidade do elevador - oito pessoas
Capacidade do mirante - 20 pessoas
Permanência no mirante - 10 minutos no máximo
Saída - pelas escadas
O que você vai ver - Olinda a 360 graus

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

SEM TAPIOCA

APS perde tapioca mas não perde rebolado

Transferidas para a Praça do Carmo por causa das obras de requalificação do Alto da Sé, ainda não foi nesse domingo 19 de setembro que as tapioqueiras de Olinda fizeram a alegria do paladar apessiano. O grupo perdeu a tapioca, mas não perdeu o rebolado. Literalmente deu a volta por cima e foi bater no ponto mais alto da cidade vizinha: a mesma Sé. Sem tapioca, adotou um restaurante bar muito bem decorado com artesanato e bonecos gigantes do artista plástico Silvio Botelho. O grupo reclamou um pouquinho dos preços meio "salgados", mas há que se convir que com os trabalhos de recuperação daquela área turística são poucos os pontos comerciais abertos. Foi lá mesmo que o APS aproveitou a bem montada estrutura para tirar muitas e muitas fotos (acima). Álbum de recordação, claro, principalmente para o ciclista alagoano Manuel Fininho, que estava bem à vontade, em sua primeira vez no grupo. Olhe, tinha estátua de Lampião e Maria Bonita, aqueles bonecos de papelão com a cara furada, cenário de carnaval e um quiosque onde o povo se aboletou pra garantir a matança da sede. O bar vizinho também estava aberto e a gente aproveitou pra fotografar (abaixo) uma espécie de Eva de formas robustas e folha de parreira cobrindo...bem... cobrindo as partes íntimas. Eva que é Eva não dá bobeira, mas Gabriel foi mais rápido (rsssssssss)!

Fininho não era o único novato. Havia um americano bem bonitão que conversava em Português sem causar vexame. Meninas, acalmem-se por favor, não perguntei o nome dele (rssssss). Perguntei o dos outros novatos: Gustavo, Alison.... João... não...Paulo... Érika...Regina... Luciene...não (ah, meu Deus, como é mesmo? Dandan, me salva, existe HD humano pra comprar?). Bom, o importante não é o nome, mas a pessoa ali, interagindo, gostando, participando. A volta foi pela Ladeira da Misericórdia, "afe, missericórdia"! O APS orientou quanto aos cuidados necessários e, a cada esquina, colocou um ciclista apoio para ninguém se perder no caminho de muitas descidas até a parte baixa da cidade. Nos seus 91 ciclistas o grupo estava coeso e tudo saiu bem nos 25 quilômetros de passeio, excluindo-se a queda de Gilson que foi de arrombar capacete. De bom humor, Gilsão perdeu freios e sapatos além de arranhar o joelho. Contada ao lado, margem esquerda, a queda deixou um capacete pra servir de exemplo. Compre capacete, use capacete, não esqueça o capacete. Bem ajustado à cabeça, capacete pode não ser infalível, mas que ajuda, ajuda e muito. Já no Recife, mais precisamente em Campo Grande, o APS dá um flagra fotográfico em "Marido". Olha daqui, olha dali, aperta os olhos e...meu Deus, "Marido" acompanhado. Ufa, ainda bem! Era a cunhada Niara, ciclista apessiana (rsssss).

domingo, 19 de setembro de 2010

SEM TAPIOCA

APS perde tapioca mas não perde rebolado

Transferidas para a Praça do Carmo por causa das obras de requalificação do Alto da Sé, ainda não foi nesse domingo 19 de setembro que as tapioqueiras de Olinda fizeram a alegria do paladar apessiano. O grupo perdeu a tapioca, mas não perdeu o rebolado. Literalmente deu a volta por cima e foi bater no ponto mais alto da cidade vizinha: a mesma Sé. Sem tapioca, adotou um restaurante bar muito bem decorado com artesanato e bonecos gigantes do artista plástico Silvio Botelho. O grupo reclamou um pouquinho dos preços meio "salgados", mas há que se convir que com os trabalhos de recuperação daquela área turística são poucos os pontos comerciais abertos. Foi lá mesmo que o APS aproveitou a bem montada estrutura para tirar muitas e muitas fotos (acima). Álbum de recordação, claro, principalmente para o ciclista alagoano Manuel Fininho, que estava bem à vontade, em sua primeira vez no grupo. Olhe, tinha estátua de Lampião e Maria Bonita, aqueles bonecos de papelão com a cara furada, cenário de carnaval e um quiosque onde o povo se aboletou pra garantir a matança da sede. O bar vizinho também estava aberto e a gente aproveitou pra fotografar (abaixo) uma espécie de Eva de formas robustas e folha de parreira cobrindo...bem... cobrindo as partes íntimas. Eva que é Eva não dá bobeira, mas Gabriel foi mais rápido (rsssssssss)!

Fininho não era o único novato. Havia um americano bem bonitão que conversava em Português sem causar vexame. Meninas, acalmem-se por favor, não perguntei o nome dele (rssssss). Perguntei o dos outros novatos: Gustavo, Alison.... João...não... (ah, meu Deus, como é mesmo? Dandan, me salva, existe HD humano pra comprar?). Bom, o importante não é o nome, mas a pessoa ali, interagindo, gostando, participando. A volta foi pela Ladeira da Misericórdia, "afe, missericórdia"! O APS orientou quanto aos cuidados necessários e, a cada esquina, colocou um ciclista apoio para ninguém se perder no caminho de muitas descidas até a parte baixa da cidade. Nos seus 91 ciclistas o grupo estava coeso e tudo saiu bem nos 25 quilômetros de passeio, excluindo-se a queda de Gilson que foi de arrombar capacete. De bom humor, Gilsão perdeu freios e sapatos além de arranhar o joelho? Contada ao lado, margem esquerda, a queda deixou um capacete pra servir de exemplo. Compre capacete, use capacete, não esqueça o capacete. Bem ajustado à cabeça, capacete pode não ser infalível, mas que ajuda, ajuda e muito. Já no Recife, mais precisamente em Campo Grande, o APS dá um flagra fotográfico em "Marido". Olha daqui, olha dali, aperta os olhos e...meu Deus, "Marido" acompanhado. Ufa, ainda bem! Era a cunhada Niara, ciclista apessiana (rsssss).

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

OLINDA

O prazer de comer tapioca


Passeio obrigatório de todo turista, e por que não dizer de vizinhos e moradores também, o Alto da Sé de Olinda está na programação do APS, no próximo domingo, dia 19 de setembro. Atingir o Alto é sinônimo de comer tapioca, iguaria de origem indígena, feita da farinha da mandioca. Ah, a tapioca!

Tipicamente nordestina, de sabor inigualável, a tapioca olindense tem um quê de qualquer coisa que ninguém explica. É tão gostosa que leva o título de Patrimônio Imaterial e Cultural da Cidade. Consolidada pela Prefeitura e pelo Conselho de Preservação do Sítio Histórico, em 2006, a honraria teve total apoio da Associação das Tapioqueiras, que reúne mais de quarenta mulheres.

A tapioca (foto acima do wikipidia) vem do século XVI, com o incentivo à criação das casas de farinha. Ao longo dos séculos e, principalmente nesses tempos modernos, a iguaria sofreu modificações com recheios diversos. É tapioca com queijo, coco e queijo, tapioca com banana, brigadeiro, tapioca com cuscuz, com charque, com ovo, tapioca com isso e tapioca com aquilo (rssssss). Tem até tapioca feito sanduíche de três, quatro andares, que mais parece um jantar de sexta-feira comemorativa. A gastronomia nordestina já incorporou essa diversificação de sabores, mas é preciso esclarecer que a única tapioca a receber o prêmio de Patrimônio Imaterial é a tradicional tapioca com coco seco ralado.

Bem, subir a Sé, de bike ou andando, tem ainda outros atrativos que fazem do passeio um domingo legal. Shoppings têm praças de alimentação, Olinda tem praça a céu aberto, ali no ponto mais alto da cidade. O casario colorido e secular, as lojinhas de artesanato, o entorno de coqueirais, as vivas ladeiras de tantos carnavais e as inúmeras igrejas merecem destaque e inspiram poetas, escritores e amores. Vai, senta ali, naquele banquinho, e depois me diz se não é verdade (rssssssssss)!