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domingo, 7 de novembro de 2010

CORREDEIRAS

Trilha reúne mais de 140

De onde saiu tanta gente, minha gente? Cento e quarenta e três ciclistas pedalando pelas trilhas do antigo Engenho São João, na Várzea, enfrentando uma mistura de asfalto, mata e calor. Cento e quarenta e três, quebrando o recorde que já foi de 111. A chuvinha fina no começo da manhã transformou-se em solzão de rachar bem na hora do grupo sair da Jaqueira. O pessoal, no entanto, estava animado e nenhuma mudança de tempo seria capaz de quebrar o ritmo daquela fila quilométrica de gente montada em bike e despertando curiosidade pelas ruas por onde passava. Todo esforço tinha o objetivo de chegar àquelas águas de rio que correm ligeiras e embelezam as vizinhanças entre Recife e Camaragibe. Como se diz na gíria atual, o passeio bombou. Ou seja, arrasou, foi ótimo, tudo de bom apesar das dez quedas e oito quebras. Nada grave, muito pelo contrário, quem caiu riu de si mesmo.

Nas corredeiras, uma parada de vinte minutos que se ampliou para quarenta. Nem todo mundo aderiu ao banho. Teve gente que preferiu se deitar nas pedras e curtir o descanso; uma turma dedicou o tempo a explorar o local; alguns só molharam os pés, enquanto outros molharam tudo. Fazer o quê se gosto não se discute? Nesse caso, unanimidade mesmo só o sucesso da "hidro romana", uma piscina natural, assim apelidada por causa da quantidade de homens se banhando (rsssssss), até que uma mulher quebrou a hegemonia masculina. Se você não estava lá, precisava ter visto a choradeira quando o guia apitou e gritou: "Olha a hora, minha gente!" Até porque "a hora" significava subir uma ladeira bem alta e cheia de fendas, buracos e pedras. Depois dela, era a vez da descida sinuosa que levou dez pessoas ao chão.

CURTAS - muita gente pedalando com o APS pela primeira vez; muita gente reaparecendo no APS depois de um longo período de "férias"; APS e PEDAL se encontraram no meio do caminho, despedindo-se logo ali na esquina, cada qual no seu roteiro; Zé Pequeno está de volta, viva ele; Gilsão, de parabéns pelo apoio que deu a um dos novatos; o APS atrasou a chegada ao parque da Jaqueira em uma hora - também... reflita - já pensou em 143 pessoas fazendo trilha em fila indiana?

terça-feira, 2 de novembro de 2010

CORREDEIRAS

Caia nesta fria

Quem não for, vai perder o mergulho gelado nas corredeiras que passam pelo antigo Engenho São João, na Várzea, hoje mais conhecido como terras de Brennand. Leve sua roupa de banho porque o passeio vai ser "O 10", do jeito que todo mundo gosta. Um misto de atrativos urbanos e rurais, além daquela beleza incomparável que existe em todo cenário natural. O APS vai sair do Parque da Jaqueira, às 8h, com previsão de 30 quilômetros e retorno lá pelo meio-dia. O primeiro alerta, logo de início, é a ponte que liga o Parque de Santana à Torre: uma passagem de pedestres, ciclistas e motociclistas, com trânsito bem próximo a residências da comunidade da Angélica. Passou por aí, continue ligado, seguindo o guia, acatando a orientação do apoio e sempre à frente do ciclista vassoura, mantendo o grupo unido.

O percurso contempla dois trechos de mata, um deles foi feito pelo APS, em sentido inverso, no longo de agosto. Ali pertinho estão as correedeiras (foto abaixo). Lindas, cortando rochas escuras com cavidades mais conhecidas por caldeirões, as corredeiras propiciam lazer e subsistência a muita gente da região. Por isso, embora o local seja isolado, não estranhe se encontrar pescadores e moradores se refrescando ou apenas transitando por ali. Também é possível dar bom dia a ciclistas que buscam a paisagem relaxante pra recomeçar a rotina da semana.

Apesar do afastamento de centros urbanos, as imediações dão sinal negativo do contato com a civilização, ou seja, garrafas pet e de cerveja estão ali jogadas, iniciando a poluição do ambiente. Neste domingo, além do passeio, o APS propõe um ação de cidadania - leve saco plástico e recolha o lixo que encontrar. O resultado deve ser jogado na primeira lixeira na localidade de Cosme e Damião, bairro de Camaragibe. A saída da localidade reserva uma descida longa (foto abaixo), que dá acesso ao ateliê de Francisco Brennand. Embora pouco acidentada, a ladeira exige cuidado. Bom passeio.