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domingo, 7 de agosto de 2011

VIAJANDO

Ciclista brinca de marinheiro

A brincadeira começou na Jaqueira, na hora de preencher o formulário que daria acesso à Escola de Aprendizes de Marinheiros de Pernambuco. Com lugar para apenas 80 assinaturas, o APS teve que improvisar numa folha de anúncios para identificar 109 ciclistas e dois carros de apoio. Muita gente, famílias inclusive acompanhando filhos menores que queriam conhecer a unidade que forma homens e mulheres da marinha brasileira. Dividido em duas partes - pedalada e visita - o passeio foi uma diversão e tanto. Mantendo a característica de apresentar ao grupo nem que seja uma ruazinha desconhecida, dessa vez o APS utilizou uma passarela destinada a pedestres, motos e bicicletas para cruzar de uma margem a outra do Rio Capibaribe, no trecho dos Coelhos. Como se podia prever, o grupo sequer sabia da existência da passagem, ao lado da ponte Joaquim Cardoso, que dá acesso ao Fórum do Recife e à Avenida Sul. A água escura do rio sujo, coitado, ainda assim descortina uma bonita paisagem de contrastes.

Na Avenida Sul, o APS contou sua primeira e única quebra, resolvida na hora pelo apoio-ciclístico-mecânico-apessiano (rs). Enquanto isso, rolavam conversas e descobertas, como uma oficina de rodas que guardava uma preciosidade Ford de mil novecentos e antigamente, que você vai ver nas fotos. Foi ali pertinho, já chegando à Ponte Giratória, que ... que ... que ... (o HD tá com defeito, não consegue lembrar o nome da menina) que caiu com Guilherme por causa dos trilhos da ferrovia desativada no Recife Antigo. Na praça do Marco Zero, uma breve parada para juntar o grupo e prestar os primeiros socorros às vítimas da trombada sem maiores consequências. E haja rifocina(rs) pro batizado do primeiro passeio dos dois com o APS. Chamou atenção a tatuagem de Jô e Trick, um ciclista na perna. Doeu? Olha, o APS contou 109 ciclistas, mas na verdade foram 113, contando com as duas motoristas que foram dirigindo e com aquelas duas meninas de Paulistas, Juliana e Cibele, que com medo de não mais encontrar o grupo na Jaqueira foram direto pra Escola.

Por falar na EAMPE, é bom dizer que os adultos viraram crianças e as crianças aproveitaram o máximo da idade de brincar. Entregue a lista de assinaturas (aquela do papel com anúncio e tudo - rs) e recepcionado pela Tenente Diana Patrícia e o Guarda Marinha Bezerra, o APS aproveitou cada pedacinho do parque naval. De início, os canhões foram a sensação. Por que será que exercem tanto fascínio, hein, muito mais do que a piscina olímpica de água clara e a quantidade de saguis que iam e vinham nos galhos dos pés de tamarindo? Depois de conhecer toda a área externa do parque, fazer ginástica, subir em árvore, passar pelo campo de futebol, pista de corrida e ter uma ideia dos mais de 1.500 nós navais, sim, aí o povo virou menino de novo. Uma viagem imaginária na Fragata Pernambuco, símbolo da escola aqui no Estado, levou cada um pra onde se quis. Fragata bem equipada tinha até aquele lanchinho delicioso de água, refri, suco, bolacha, biscoito recheado e wafer. Num sobrou nada pra fazer farelo. Que povo pra gostar de comer, hein (rs)?

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

URBANO

APS vai ao sítio naval

Há uma chance de quase 100% de você saber onde fica a Escola de Aprendizes de Marinheiros de Pernambuco, o enorme imóvel branco que se destaca no complexo de Salgadinho, na divisa entre Recife e Olinda. A curiosidade, no entanto, é saber se você já entrou, visitou, conheceu e saboreou aquele parque naval, tão cheio de jardins e outros atrativos históricos e estéticos? Para o visitante, chega a ser lúdico passar pelo tanque de peixes e tartarugas e brincar de faz de conta com aquelas réplicas de instrumentos náuticos, incluindo o navio em concreto (foto abaixo). E só pra não deixar de mencionar, o "quintal" da escola é o que há de mais bonito. Domingo, 07 de agosto, o APS vai lá e você vai constatar porque o lugar é tão privilegiado. Criada em 1840 como Companhia de Aprendizes de Marinheiros, a EAMPE foi elevada à categoria de Escola 17 depois. Seu objetivo agora é ser reconhecida, até 2014, como centro de excelência no ensino militar-naval.

Pra entrar naquela unidade militar das forças armadas é preciso dispor da autorização que o APS já solicitou e recebeu. Mas existem normas de segurança que precisam ser cumpridas, como a relação do nome de cada integrante do grupo, no dia do passeio. A lista vai ser feita ainda na Jaqueira, antes da saída, às 8h, e entregue na portaria da EAMPE. Nada de mais, nada além de uma formalidade, a mesma providência tomada há quatro anos, quando o APS comemorou o terceiro aniversário de criação do grupo com um passeio àquela escola naval. Era o ano de 2007, o APS estava crescendo, firmando-se no cenário ciclístico recifense com o diferencial de unir a atividade física ao conhecimento da Região Metropolitana. Sem pressa que é pra dar tempo de apreciar. O percurso é todo urbano e, embora a Escola de Aprendizes de Marinheiros se localize nos arredores, o grupo vai manter a média de 30 quilômetros pedalados. O roteiro prevê passagem por muitos bairros e, de quebra, só pra dar aquele gostinho de "onde estou?" a travessia de uma margem a outra do Capibaribe por uma passarela de ferro. Ops, essa informação é antecipada, mas se não der, o APS apela pro plano B (rs).